• 10/07/2012 14h02 - Atualizado em 10/07/2012 14h02

    Linguagem

    “Linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.” – Paulo. (Tito, 2:8.)

    Através da linguagem, o homem ajuda-se ou se desajuda.
    Ainda mesmo que o nosso íntimo permaneça nevoado de problemas, não é aconselhável que a nossa palavra se faça turva ou desequilibrada para os outros.
    Cada qual tem o seu enigma, a sua necessidade e a sua dor e não é justo aumentar as aflições do vizinho com a carga de nossas inquietações.
    A exteriorização da queixa desencoraja, o verbo da aspereza vergasta, a observação do maldizente confunde…
    Pela nossa manifestação mal conduzida para com os erros dos outros, afastamos a verdade de nós.
    Pela nossa expressão verbalista menos enobrecida, repelimos a bênção do amor que nos encheria do contentamento de viver.
    Tenhamos a precisa coragem de eliminar, por nós mesmos, os raios de nossos sentimentos e desejos descontrolados.
    A palavra é canal do “eu”.
    Pela válvula da língua, nossas paixões explodem ou nossas virtudes se estendem.
    Cada vez que arrojamos para fora de nós o vocabulário que nos é próprio, emitimos forças que destroem ou edificam, que solapam ou restauram, que ferem ou balsamizam.
    Linguagem, a nosso entender, se constitui de três elementos essenciais: expressão, maneira e voz.
    Se não aclaramos a frase, se não apuramos o modo e se não educamos a voz, de acordo com as situações, somos suscetíveis de
    perder as nossas melhores oportunidades de melhoria, entendimento e elevação.
    Paulo de Tarso fornece a receita adequada aos aprendizes do Evangelho.
    Nem linguagem doce demais, nem amarga em excesso. Nem branda em demasia, afugentando a confiança, nem áspera ou contundente, quebrando a simpatia, mas sim “linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós”.