• 04/07/2012 20h46 - Atualizado em 05/07/2012 11h32

    Esforço e oração

    “E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” — (MATEUS, capítulo 14, versículo 23.)

    De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absolutoretiro das lutas humanas para os serviços da oração.
    Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.
    Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.
    Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.
    Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer.
    E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.
    Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.
    A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.
    A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.
    Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.