Mensagens Espíritas

  • 18/07/2012 17h17 - Atualizado em 18/07/2012 17h17

    Corações cevados

    “Cevastes os vossos corações, como num dia de matança.” – (Tiago, 5:5.)

    Pela prosperidade e aperfeiçoamento do mundo, trabalha o Sol, que é a suprema expressão da Divindade Vital no firmamento terrestre.
    Colabora o verme na intimidade do solo, preparando ninho adequado às sementes.
    Contribui a aragem, permutando o pólen das flores.
    Esforça-se a água, incessantemente, entretendo a vida física epurificando-a.
    Serve a árvore, florindo, frutificando e regenerando a atmosfera.
    Coopera o animal, ajudando as realizações humanas, suando e morrendo para que haja vida normal no domínio da inteligência superior.
    Indefectível lei de trabalho rege o Universo.
    O movimento e a ordem, na constância dos benefícios, constituem-lhe as características essenciais.
    Há, porém, milhões de pessoas que se sentem exoneradas da glória de servir.
    Para semelhantes criaturas, em cujo cérebro a razão dorme embotada e vazia, trabalho significa degredo e humilhação, inferno e sofrimento. Perseguem as facilidades delituosas, com o mesmo instinto de novidade da mosca em busca de detritos. Conseguida a solução de ordem inferior que buscavam, circunscrevem as horas e as possibilidades ao desenfreado apego de si mesmas, imitando o poço de águas estagnadas que se envenena facilmente.
    No fundo, são “corações cevados”, de acordo com a feliz expressão do apóstolo. Criam teias densas de ódio e egoísmo, indiferença e vaidade, orgulho e indolência sobre si próprios, e gravitam para baixo. Descendo, descendo, pelas pesadas vibrações a que se acolhem, rolam vagarosamente para o seio das vidas inferiores, onde é natural que encontrem a exigência de muitos, que se aproveitam deles, à maneira do homem comum que se vale dos animais gordos para a matança.