Veja Nesta Edição

Entrevista Divaldo Franco

O Evangelho é o guia de todos os momentos

Reformador: Quais as consequências da atitude de dirigentes espíritas que, preocupados em obter recursos financeiros para a Casa Espírita, vendem todo tipo de livro espírita, não espírita, sem critério de seleção, e realizam vários tipos de atividades para captação de recursos?

Divaldo: Os espíritas, temos a obrigação de manter as instituições que criamos. Necessitamos tirar o escorpião do bolso e colocar a mão lá dentro. Não é lícito que peçamos àqueles que não são espíritas para que sustentem as nossas atividades espíritas. Podemos fazer a divulgação do nosso trabalho e solicitar a pessoas generosas, que gostam de realizar o bem, que nos ajudem no enobrecimento. Mas, não criarmos instituições para que outros se encarreguem de mantê-las. Há um velho ditado que informa “que não devemos pôr o chapéu onde o braço não chega”. Porque, momento virá, em que não alcançando o local, o chapéu cai. Estamos acostumados a arranjar mecanismos de sustentação do Centro Espírita, de ampliá-lo indefinidamente, esquecendo-nos das bases doutrinárias. Não são compatíveis, esses movimentos – bingos, rifas, bailes – na Casa Espírita.

A pretexto de fazermos o bem, não nos é lícito utilizar-nos de meios que não correspondam à qualidade de nossos ideais, porque, desse modo, seria mais lucrativo realizar atividades consideradas ilícitas. Nesse raciocínio de que os meios vão levar-nos a um objetivo elevado, tese, aliás, marxista, de que os meios justificam os fins, estamos cometendo uma deslealdade para com o Espiritismo. Que as nossas casas realizem o que seja possível com os recursos disponíveis na ocasião.

 

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Gratidão - Um novo olhar sobre a vida

Vida, Natureza, família, semelhante, trabalho, chefe, prova, expiação, dor, sofrimento, enfermidade, saúde, amigo, inimigo, alegria, tristeza, situação financeira são alguns exemplos dos motivos de gratidão ou reclamação de nossa parte.
Qualquer coisa pode ser razão para agradecer ou reclamar, a depender do ponto de vista.
Costumamos reclamar de tudo.
Quando chove, reclamamos do mau tempo; quando faz sol, reclamamos porque está quente; quando é noite, gostaríamos que fosse dia; quando é dia, nos incomodamos pelo desejo de que a noite chegue logo; se o tempo passa depressa, reclamamos sugerindo a ampliação do dia para 36 horas; se o tempo é vagaroso, lamentamos pela lerdeza do deus Cronos. Tudo, sem exceção, parece ser motivo para reclamar. Poderíamos continuar escrevendo uma página ou um livro inteiro elencando motivos de reclamação ou exemplos práticos de sua ocorrência.

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Edição - Fevereiro de 2012

Capa da Revista do Mês

Sumário

Editorial
A Felicidade

Nesta Edição

Em busca da felicidade
Christiano Torchi
Entrevista Divaldo Franco
Questões sobre o Movimento Espírita e destaca o papel de O Evangelho
Gratidão - Um novo olhar sobre a vida
Geraldo Campetti Sobrinho

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FEB - Federação Espírita Brasileira