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quarta-feira, 05/06/2019

Novamente em Roma

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

Antigo brocardo popular afirma que “todos caminhos levam a Roma”.

O destino dessa cidade nascida nos pântanos do Lacium, é surpreendente.

Suas legiões no passado conquistaram o mundo, e quando entrou em decadência reergueu-se e, novamente, passou a ser poderosa, temida e invejada, em razão do Cristianismo, a princípio ferozmente combatido, para depois, tornar-se seu favorito, submetendo o mundo ocidental aos seus impositivos, muitas vezes cruéis.

Desafiando os tempos, muitos dos seus monumentos grandiosos do passado incomum, permanecem como soberbos escombros, que os ventos e as circunstâncias ameaçam, apesar dos esforços da tecnologia moderna para mantê-los.

Já visitamos um pouco mais de uma dezena de vezes, essa cidade incomparável que se nega a desaparecer e que, periodicamente renasce da destruição com novos padrões de deslumbramento.

Em toda parte se encontram as heranças do passado, evocando os dias de glórias e desgraças do seu tempo de império ou república, de poder ou de desolação, demonstrando a vacuidade das vitórias materiais consumidas pelo suceder dos evos.

Desta última vez, visitamos a extraordinária Vila de Adriano, o grande imperador, considerado historicamente como um dos cinco mais brilhantes, nascido no clã dos Antoninos.

A grandeza que revelam comove pela estrutura dos edifícios, elegância dos jardins e piscinas, estátuas, colunas quebradas e sobranceiras e as árvores coníferas altíssimas como dedos vegetais apontando os céus…

Adriano viveu no luxo e desfrutou das honras que eram atribuídas aos imperadores, tendo-se apaixonado pelo jovem Antinoo de 15 anos. Nada obstante, os prazeres e as glórias da posição que ambos desfrutavam, o jovem suicidou-se no Egito, afogando-se nas águas do Nilo, deixando o amante profundamente infeliz…

Reflexionava em torno das grandezas terrenas e da sua vacuidade, assim como da pobreza do hedonismo muito disputado, na ânsia de conseguir-se a felicidade.

A glória terrestre é sempre transitória, o que produz o vazio existencial. Alguns historiadores asseveram que Antinoo procurava entender o sentido da vida, mesmo quando o célebre amante escrevia páginas de grande beleza em recanto, preparado unicamente para esses momentos…

O sentido da vida, menosprezado na atualidade, tem como fator preponderante o autoconhecimento, a fim de entender-se a rapidez com que os dias passam e a inevitável aproximação da morte que, inexoravelmente a todos vencerá.

Eis porque, neste período de grandeza e misérias, faz-se inadiável a reflexão em torno da imortalidade do Espírito, trabalhando-se com ardor para os dias porvindouros, qual o fazem todos aqueles que se utilizam da previdência social para os dias da velhice ou das enfermidades.

Perfeitamente compreensível que todos busquem os prazeres que a existência proporciona, as posições de destaque, a independência econômica e demais favores, sem esquecimento, porém, da sua imortalidade.

 

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, 30 de maio 2019

 

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