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Divulgação doutrinária séria: um dever de todos

Brasília, 18 de janeiro de 2021

 

“Jesus forneceu padrões educativos em todas as particularidades da sua passagem pelo mundo.”[1]

 

Diversos são os títulos espíritas que têm sido compartilhados pelas redes sociais ou disponibilizados para download na Internet, de modo equivocado e indevido, em arquivo PDF ou congêneres.

São publicados e divulgados sem o devido processo de aquisição, a exemplo de títulos psicografados por Francisco Cândido Xavier, prejudicando-se o amparo e a sobrevivência das instituições espíritas e a divulgação doutrinária séria.

A recém-lançada obra No rumo do mundo de regeneração, de autoria espiritual de Manoel Philomeno de Miranda, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, editada pela Livraria Espírita Alvorada Editora (Leal), é alvo de mais um capítulo do desrespeito ao trabalho do próximo, pelo falso entendimento da divulgação do bem gestada na transgressão do direito. A obra é resultado de intenso trabalho em benefício da Humanidade e pela causa do legítimo Bem, como tantas outras da lavra espiritista – por isso, reclama nossa atenção e respeito ao direito autoral revertido em proveito às ações sociais da Mansão do Caminho.

“A César as coisas de César, e a Deus as coisas de Deus”[2] (Mt 22,21), disse Jesus, ante a interrogação sobre a pertinência de se pagar os tributos do mundo. Cada recurso de que se dispõe possui um custo associado que cabe ser reconhecido, valorado e valorizado.

Gratuita é a Bondade Divina, que, tudo possuindo, oferta-nos benesses em sua providencial espontaneidade. Mas, quanto a nós, encarnados, urge acautelar-nos para que não confundamos a real com a falsa gratuidade, oferecendo aquilo que não detemos legitimamente.

O esforço empregado pelo padeiro define o componente de custo que viabilizará o pão nosso de cada dia.

A remuneração justa do agricultor nos permitirá a semeadura oportuna e a colheita justa. 

O pagamento dos direitos de produção de obra literária nos permitirá a continuidade da leitura edificante.

Por tais motivos, espíritas, simpatizantes e todos os que prezam pelo cuidado com o livro devem respeitar a propriedade da obra literária e fazer justiça ao esforço individual e coletivo de se sustentar a obra do Bem, mediante o adequado custeio do valor inerente ao produto que se almeja.

A Federação Espírita Brasileira convida os irmãos de ideal a uma conduta de legítima benevolência e autêntica generosidade, pelo não compartilhamento da obra que não nos pertence. Em vez de fazer circular o objeto digital que fere o direito autoral e prejudica a sustentabilidade das verdadeiras ações de divulgação do Bem, divulguemos o endereço ou site das instituições espíritas que comercializam o livro espiritista, ou ainda adquiramo-lo honestamente, a fim de presentear os corações queridos. 

Divulguemos o bem, praticando-o por nossa vez.

 

 

1 XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de luz, pelo Espírito Emmanuel. Brasília: FEB Editora, 2019. Cap. 8 – Marcas p. 29. 

2 O Novo Testamento. Tradução de Haroldo Dutra Dias. Brasília: FEB Editora, 2013.

 

Federação Espírita Brasileira