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Inconveniência das Reuniões Mediúnicas Virtuais

        “A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão.” Emmanuel

        No cenário de pandemia, em que ocorre a suspensão generalizada das sessões de intercâmbio direto, alternativas virtuais se fazem presentes para continuidade dos trabalhos na Casa Espírita.

        A respeito deste trabalho são válidas ponderações, a título de colaboração, para uma prática mediúnica segura com bases em Jesus e em Allan Kardec e que a Federação Espírita Brasileira traz a público.

        Este documento suscita a reflexão sobre tópicos como comprometimento do trabalhador, ambiência no lar, influência do meio e dos Espíritos, o bom senso preconizado pelo Codificador e o inconveniente da prática das reuniões mediúnicas virtuais.

        Confira o conteúdo na íntegra clicando aqui!

9 Responses

  1. Priscila Xavier Coutinho

    Muito importante as ponderações, mas na minha opinião, é necessário, nesse momento tão incomum para todos, refletir se não é chegada a hora, como em tantas outras áreas, a repensar suas práticas devido à situação em que vivemos. Quantos médiuns estão passando nesse momento por problemas relacionados à sua ausência ao trabalho medíunico? Momento em que preces e evangelho no lar não estão sanando seus sintomas. Eu me incluo nisso porque passei por essa situação e apenas o trabalho mediúnico virtual me ajudou, assim como muitos de meus colegas que estão participando conosco. Ao invés de nos orientar no sentido de NÃO realizar o trabaho acredito que seria mais benéfico a criação de um grupo para trocar experiências e entender COMO se fazer um trabalho profícuo e seguro, auxiliando assim milhares de méduns no país.

  2. Carolina Brunelli

    Concordo com o comentário da Priscila Coutinho.
    Como integrante dos trabalhos mediúnicos – momentaneamente virtuais- já recebemos vários irmãos desencarnados que agradeceram, via psicografia ou psicofonia, a oportunidade da nossa ajuda que persevera nesse momento atípico planetário.
    Ademais, cabe à federação a responsabilidade do que publica, haja visto a visibilidade e influência aos centros espíritas de todo o país.

  3. Mario Luiz

    Em torno da Mediunidade

    Ser médium não é simplesmente fazer-se veículo de fenômenos que transcendem a alheia compreensão.

    Acima de tudo, é indispensável entendamos na faculdade mediúnica a possibilidade de servir, compreendendo-se que semelhante faculdade é característica de todas as criaturas.

    Acontece, porém, que o homem espera habitualmente pelas entidades protetoras em horas de prova e sofrimento, para arremessar-se ao estudo e ao trabalho quase sempre com extremas dificuldades de aproveitamento das lições que o visitam, quando o nosso dever mais simples é o de seguir, em paz, ao encontro da Espiritualidade Superior, movimentando a nossa própria iniciativa, no terreno firme do bem.

    A própria natureza é pródiga de ensinamentos nesse particular.

    A terra é médium da flor que se materializa, tanto quanto a flor é medianeira do perfume que embalsama a atmosfera.

    O Sol é o médium da luz que sustenta o homem, tanto quanto o homem é o instrumento do progresso planetário.

    Todos os aprendizes da fé podem converter-se em médiuns da caridade através da qual opera o Espírito de Jesus, de mil modos diferentes, em cada setor de nossa marcha evolutiva.

    Ampara aos teus semelhantes e encontrarás a melhor fórmula para o seguro desenvolvimento psíquico.

    Na plantação da simpatia, por intermédio de uma simples palavra, estabelecemos, em torno de nós, renovadora corrente de auxílio.

    Não aguardes o toque de inteligências estranhas à tua, para que te transformes no canal da alegria e da fraternidade, a benefício dos outros e de ti mesmo.

    Podes traduzir a mensagem do Senhor, onde quer que te encontres, aprendendo, amando, construindo e servindo sempre, porque acima dos médiuns dessa ou daquela entidade espiritual, desse ou daquele fenômeno que muitas vezes espantam ou comovem, sem educar e sem edificar, permanecem a consciência e o coração devotados ao Supremo Bem, através dos quais o Senhor se manifesta, estendendo para nós todos a bênção da vida melhor.

    Autor: Emmanuel
    Psicografia de Chico Xavier

  4. Luciano Lago

    Em minha humilde a carinhosa opinião, não existe uma forma absoluta quanto ao tema. São recomendações válidas, adequando a realidade que o planeta está passando. Porém vamos lembrar do ensinamento do Cristo, fazendo um paralelo, com relação a pausa do trabalho, demonstrado no capitulo do “Fidelidade a Deus”, do livro BOA NOVA:

    (…)Mestre, estes últimos dias, tenho-me sentido doente e receio não poder trabalhar como os demais companheiros. Como poderei ser fiel a Deus, estando enfermo?

    – Ouvi. – Replicou o Senhor com certa ênfase.
    – Nos dias de calma, é fácil provar-se fidelidade e confiança. Não se prova, porém, dedicação, verdadeiramente, senão nas horas tormentosas, em que tudo parece contrariar e perecer. O enfermo tem consigo diversas possibilidades de trabalhar para Nosso Pai, com mais altas probabilidades de êxito no serviço’. Tateando ou rastejando, busquemos servir ao Pai que está nos céus, porque nas suas mãos divinas vive o Universo inteiro!…

    “André, se algum dia teus olhos se fecharem para a luz da Terra, serve a Deus com a tua palavra e com os ouvidos; se ficares mudo, toma, assim mesmo, a charrua, valendo-te das tuas mãos. Ainda que ficasses privado dos olhos e da palavra, das mãos e dos pés, poderias servir a Deus com a paciência e a coragem, porque a virtude é o verbo dessa fidelidade que nos conduzirá ao amor dos amores!”(…)
    BOA NOVA – FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, cap: Fidelidade a Deus. pag. 21. ”

    Tirando essa lição como parâmetro e adequando a realidade do mundo, ou seja, de isolamento social, não sendo possível as reuniões mediúnicas, nós espíritos encarnados, estudiosos e fieis aos labores da boa nova, também devemos nos adequar, observando sempre a fidelidade a Deus.

    Paciência também é um dos ensinos de Jesus. Se os trabalhos nas casas mediúnicas não podem ser feitos, há outros modos de ajudar. Orando e vigiando sempre, estudando e refletindo no irmão que precisa de ajuda. O descanso também é trabalho, estudar também é trabalho, não podemos esquecer das lições do livro dos espíritos, com relação ao sono e sonhos (questões 400 a 412).

    Paciência é o que desejo aos vossos irmãos de labor. Que a paz e a iluminação de Cristo estejam com todos.

  5. Marcelino Silva

    Prezados bom dia!

    Entendo a preocupação da FEB em relação ao exercício da mediunidade na residência, onde influências várias pode tornar este exercício inadequado, principalmente tratando-se de atendimento a espíritos enfermos.
    Além das influências espirituais já pontuadas e a ausência da possibilidade de um diálogo esclarecedor ao comunicante. Temos em nossas residências parentes ou pessoas estranhas que não estão familiarizados com uma manifestação mediúnica, que pode ter um impacto psicológico sobre crianças, jovens etc., comprometendo com isso o entendimento doutrinário e um dos principais objetivos que é consolar e esclarecer.

    Por outro lado, deixar os grupos mediúnicos sem a oportunidade de estar em contato, vibrando, dando as melhores vibrações em conjunto, com assistência carinhosa que este contato proporciona a cada um de nós não acredito ser caritativo.

    Em nossa casa, nos dias das reuniões mediúnicas, foi organizado estudo do evangelho nos grupos mediúnicos, evitando as manifestações, principalmente das entidades enferma, que com certeza jamais deixará de ser assistidas pelos guias espirituais.
    Os guias espirituais não seriam guias, se não conseguisse amparar os irmãos sem a necessidade das manifestações.
    Então, acreditamos e temos notícias de trabalhos de assistências espirituais sendo realizados no ambiente do centro espírita, enquanto é realizado o estudo do evangelho.

    Que Jesus e os guias espirituais continuem nos auxiliando e conduzindo, dando novas diretrizes neste momento novo que surgiu para todos nós como oportunidade de crescimento em todos sentidos, não esquecendo que fora da caridade não a salvação.

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