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O Evangelho por Emmanuel

Equipe FEB Editora

O Espírito Emmanuel legou-nos, pelo inesquecível médium mineiro Francisco Cândido Xavier, “o mais precioso conjunto de estudos do Evangelho de Jesus através dos tempos”.[1] Publicados no decorrer de muitas décadas, os 1.616 comentários do benfeitor sobre o Novo Testamento adquiriram dimensão monumental – dos 412 livros originais de Chico Xavier, 138 receberam suas mensagens, que se somam ainda a 441 artigos dos periódicos Reformador e Brasil Espírita.

Em 2013, sob a coordenação de Saulo Cesar Ribeiro da Silva, uma equipe foi formada pela Federação Espírita Brasileira (FEB) para reunir, compilar e organizar esse valioso material, agrupando-o na sequência dos versículos a que se refere, o que daria origem, em 2019, após seis anos de intenso trabalho, à publicação do último volume da coleção O Evangelho por Emmanuel, composta de sete livros, todos pela FEB Editora:

– Comentários ao Evangelho segundo Mateus;

– Comentários ao Evangelho segundo Marcos;

– Comentários ao Evangelho segundo Lucas;

– Comentários ao Evangelho segundo João;

– Comentários aos Atos dos apóstolos;

– Comentários às Cartas de Paulo;

– Comentários às Cartas universais e ao Apocalipse.

Tamanha a seriedade e amplitude desses esforços, que a respeitável benfeitora Joanna de Ângelis, em mensagem inserida na Apresentação da coleção que, à época, apenas nascia, afirmou, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, na data de 15 de agosto de 2013, ser o conjunto de comentários de Emmanuel “o melhor roteiro de segurança para os viandantes terrestres que buscam a autoiluminação e a conquista do Reino dos Céus a expandir-se do próprio coração”.

A equipe organizadora optou por atualizar os versículos de acordo com as traduções mais recentes, adotando a mais utilizada nos meios acadêmicos – a Bíblia de Jerusalém, conforme a nova edição revista e ampliada de 2002 –, bem como a de Haroldo Dutra Dias, publicada pela FEB Editora. Tal decisão se deu porque, a partir da década de 1960, houve substanciosos progressos na área da crítica textual, possibilitando avanços significativos no estabelecimento de um texto grego do Novo Testamento que estivesse o mais próximo possível do original.

Visou-se, com essa atualização, resgatar o sentido primitivo dos textos bíblicos, sem que as mensagens de Emmanuel passassem por qualquer alteração, fosse na forma, fosse no conteúdo. De todo modo, os cinco livros que compõem a coleção Fonte vivaCaminho, verdade e vida; Pão nosso; Vinha de luz; Fonte viva e Ceifa de luz –, também da FEB Editora, mantêm a tradução utilizada pelo autor espiritual.

O próprio orientador adverte que a leitura e o estudo do Evangelho de Jesus devem ser feitos sem nos prendermos aos símbolos da letra, mas, sim, pela visão espiritual, levando-se ao aprendiz sincero, qualquer que seja seu idioma pátrio e independentemente da tradução de que disponha, “a palavra persuasiva e doce, simples e enérgica, da inspiração do seu Mestre imortal”.[1] Para tanto, reitera-se, contudo, uma vez mais: é imprescindível “intenção sincera de aprender” por parte de quem se aproxime dos sagrados escritos.

Orienta-nos Emmanuel, em resposta à questão 321 de O consolador:

“321. Qual a edição dos Evangelhos que melhor traduz a fonte original?

– […] em todas as traduções dos ensinamentos do Mestre Divino, se torna imprescindível separar da letra o espírito. […]”

É, pois, com cristã alegria e fraterna satisfação que a FEB relembra e saúda a coleção O Evangelho por Emmanuel, a qual proporciona uma visão ampliada e nova do que representam, para o desenvolvimento seguro da Terceira Revelação e dos novos tempos que já florescem, as contribuições de Chico Xavier – apóstolo do bem a serviço da mediunidade com Jesus – e de Emmanuel – o maior comentarista dos Evangelhos de todos os tempos.

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[1] Trecho de mensagem de Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Pereira Franco, em 15.08.2013, inserida na Apresentação da coleção O Evangelho por Emmanuel, da FEB Editora.

[1] XAVIER, Francisco Cândido. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 29. ed. 11. imp. Brasília: FEB, 2020, q. 321.